terça-feira, 6 de junho de 2017

Um domingo no parque o dia em que conheci vander lee



Alguem disse certa vez, que o bom de nova york é que ninguém é realmente de lá. Não sei se isso se aplica só a nova york, não sei nada de lá, mas acredito que seja verdade. Não uma verdade exclusiva da grande maçã, mas sim dos lugares que por seu tamanho colossal, costumam atrair os que buscam mais da vida.

Certa vez andando meio sem rumo acabei indo parar no parque municipal de belo horizonte, que por sinal, fica no centro da cidade, o que faz dele um tipo de central park tupiniquim.

Em meio a pensamentos, problemas do dia a dia e uma vontade de ficar sozinho curtia a calma, que as arvores do parque proporcionava ao abafar o som dos carros que circulavam os arredores.

De repente sem aviso prévio, uma chuva de verão castigou a todos os que por ali praticavam o doce ócio criativo que só um domingo é capaz de proporcionar. Rapidamente todos os que transitavam buscaram abrigo e que lugar melhor do que um para uma reunião de desconhecidos, do que um coreto de praça ou no caso, de parque?

Quando a chuva parou, o coreto ficou praticamente vazio. Ficamos apenas eu, um cara baixinho com cara de assustado, um sujeito tão hippie que parecia ter acabado de sair de uma maquina do tempo direto dos anos 70, e um caboclo chamado vender, com um violão todo detonado que, dias depois assistindo TV, vim a saber que era um certo vander lee.

O tempo como sempre, foi escolhido para quebrar o gelo e dar inicio a uma conversa entre desconhecidos.

O cara com cara de assustado era paulista e deixou bem claro sua paulistice ao nos informar que em são paulo chove o ano todo afinal, é aterra da garoa! Ficamos todos estupefatos.

o hippie era gaúcho percebi isso com meus incríveis poderes de dedução, ao perceber que vez ou outra ele dizia um bha! ou um né? seguido de uma interrogação.

Bem parecido com o mineiro que se entrega sempre que solta um uai.

Já o vander que não parava de dedilhar seu violão, era um mistério completo. porem seu sotaque levemente idêntico ao meu, deixava bem claro sua mineiridade, mas  não revelava de qual cidade ele viria até por que como bom mineiro ele talvez nunca nos diria. Coisas de quem comeu muito pão de queijo com café.

De todo jeito o mais curioso desse domingo no parque é que naquele grupo de quatro desconhecidos, que se encontraram meio sem querer, mas dos quatro, três moravam em belo horizonte, mas não nasceram ali, já eu nasci em bh e não moro ali acontecimentos estranhos dessa vida da gente não é verdade?

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