segunda-feira, 13 de junho de 2016

Leituras, frescuras e manias; entre a verdade e o rock inglês.



Por: markos paullo

No período em que me vi mais envolvido, com o habito de colecionar gibis, coincidentemente, estava às voltas com o impulso de ampliar o volume de discos de vinil que já ocupavam bastante espaço no meu quarto.

Mas, devo confessar que os dois “vícios”, me levaram a consumir a maior parte de meus poucos vencimentos (coisa que a falta de namorada não me permitia perceber), alem de florescer em mim, algumas idiossincrasias das quais não me envergonho.

Devo dizer também, que nesse período tomei a decisão de limitar bastante as praticas que pouco me apetecia como: sair, bater sempre os mesmos papos e socializar. Passei a dar mais atenção às coisas que realmente me davam prazer, a musica, os filmes e principalmente a leitura, mais especificamente dos meus gibis. Mas, nunca dispensando um bom romance policial, de preferência do estilo Noyr é claro.

Falando das idiossincrasias, passei por habito aliar o habito da leitura com a elaboração de um pequeno ritual. Mais precisamente umas pequenas frescuras, que com o passar do tempo, tornaram a leitura uma forma de lazer impar, me fazendo crer que criei um novo estilo de leitura. Algo que eu batizaria de: “leitura-psicoacusto-sensorial”.

Não entendeu nada né? Eu explico.


Quando chegava o sábado, logo pela manhã eu já selecionava o que iria ler. Fosse um livro que iria iniciar ou finalizar, uma serie de gibis que acabara de comprar e mesmo uma pilha dos que já constavam na minha coleção e passaria o fim de semana lendo, ou relendo conforme o caso.

Mas, para justificar o gasto desenfreado com discos de vinil das mais variadas vertentes musicais, acabava fazendo uma seleção musical para acompanhar a maratona literária que estava por vir.

No começo a coisa era feita sem muito critério. Não havia sincronia entre a leitura a trila sonora, mas com o passar do tempo, foi se fazendo necessária a formatação de uma playlist, que fizesse jus, ao clima que o autor da historia que estava se passando em meus olhos quis impor quando escreveu.

Logo ouvir Led Zeppelin enquanto lia uma estória do Thor, não causava nenhuma reação e cada virar de pagina era preenchido apenas pelo som do papel jornal das paginas do gibi rasgando o ar.

Agora ler a saga ragnarok (também do Thor) e ter noção da grandeza da estória, só foi possível quando, sem nenhum planejamento prévio, decidi fazer a leitura enquanto meu incansável toca discos, tocava faixa a faixa do disco spartacus, da banda alemã tiunvirat. Os temas medievais dos caras me fizeram mergulhar nas paginas da melhor estória do deus do travão, juro por Odin.

Outra leitura que ganha contornos digamos...... sombrios, sem duvida nenhuma é a das estórias do monstro do pântano. Mais especificamente, a fase escrita por Alan Moore. Quem gosta de terror e de gibis, deveria fazer a experiência. Eu fiz uma seleção musical em que a trilha sonora ficou a cargos dos álbuns black do metallica e do homônimo black sabath.

Já pink floyd, por exemplo, casa bem com quase toda leitura, mas sandman, parece que foi toda concebida a base de muito chá com torradas e audições infinitas de the dark side of the moom e the division bell. Afinal de contas como não ter sonhos surreais, estando com letras surreais da melhor banda de rock progressivo na memória?

Pra finalizar os nacionais. Não sei por que (talvez por que eu queira mesmo), nenhum de nós e a marvel comics, parecem ter nascido um para o outro. Sempre que monto minha pilha de gibis para ler, eu faço uma escolha do tipo hoje vai ser só marvel, ou só dc. Ai na seqüência vem a seleção musical. Não sei por que, mas no caso dos gibis da marvel, os gaúchos sempre estão entre os escalados para fazer a junção “mente­- quadrinhos-canções” que faz, os hábitos de ler gibis e  ouvir musica inseparável.

Tudo isso é claro com o auxilio de um ambiente, previamente preparado para tornar essa empreitada no mínimo prazerosa. Então vale a pena verificar se o celular esta desligado, se o fone esta funcionando dos dois lados, afinal você não quer  parar de ler para atender a porta por nada nesse mundo, exeto é claro aqueça visita da shakira, que você tanto sonha e que você vai quere se matar depois de saber que aconteceu, mas você não ouviu por que estava trancado em casa, ouvindo legião e lendo watchmen pela 90ª vez.

Mas, meu caro Watson ser nerd tem seu riscos.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Cheirar um bom vinho e relaxar



As melhores coisas da vida são para sentir, algumas são para degustar e outras são para inalar. Um bom rango ou bom vinho são exemplos de coisas que devem ser degustadas.
Devem dar prazer através ativando, paladar e olfato.

Mas então, de onde vem o habito de cheirar o vinho? Porque negar ao paladar um direito, e da-lo apenas ao olfato?

Sinceramente eu não faço a mínima idéia.

Vez ou outra me deparo, com algum programa gastrocômico (ooops, gstronomico), no qual o vinho é peça chave, seja para enrolar uma conversa enquanto se prepara um ravióli, ou simplesmente para dar um ar sofisticado (mesmo que não seja) a quem apresenta a bagaça.

Outras vezes são os enólogos, especialista (se é que isso existe) em vinho, e não é rara a abertura de uma garrafa de vinho do porto, ser seguida por uma longa, chata e profunda inalada com o nariz literalmente afundado na taça.

Daí em diante segue-se uma explicação sobre o aroma (quase sempre amadeirado), que sugere se tratar uma uva colhida na região do bla bla bla e ai eu troco de canal.

Mas como sou chato, volto lá e pra variar esta tudo como dantes. A taça de vinho continua cheia, e a palestra sobre a uva prossegue acalorada. Fico literalmente absurdado e decido então tomar uma cerveja, mas antes é claro me pergunto, qual seria o ritual adequado para tal degustação?

Devo colocar numa taça, ou num como de café? Com o que vou “harmonizar” a cevada? Talvez uma cheirada bem caprichada para decifrar a origem da bebida!

É! Dylan e seus dilemas.

Claro meu surto cervejeiro, passa rápido já que a influência do dito especialista se dissipara no ar, com o fim do edificante programa gastronômico.

Volto minhas atenções a coisas menos nobres, como preparar uma macarronada, ligar a vitrola colocar (e ouvir) um vinil, escolher algo pra ler (e ler) e meditar a respeito das pessoas, que muito mais sofisticadas do que eu, preferem chegar em casa de pois de um dia daqueles, relaxar enquanto cheira um bom vinho.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Manual prático do comentarista esportivo

Quinze do primeiro tempo, o centro avante dá uma cabeçada fulminante, resultado de um cruzamento perfeito do volante carregador de piano fazendo às vezes do lateral e é gooooollllll.

Mas a alegria dura pouco, o gol é anulado já que o auxiliar ergueu a bandeira, marcando impedimento do rompante matador. Logo na seqüência, o comentarista de arbitragem, um ex arbitro que não foi muito brilhante, no período em que estava no lugar do soprador de apito atual, endossa a decisão de seu sucessor com a seguinte perola:

__ Impedimento muito bem marcado, o atacando estava adiantado no momento em que finalizou por isso esta em posição irregular e o arbitro fez bem em anular o gol.

Eu no conforto de meu sofá, com o auxilio de uma câmera que pega toda a jogada em plano geral, posso perceber que o gol valeu, já que não se observa o posicionamento do atacante que recebe, quando a bola já esta em seu domínio, mas sim no momento do passe ou lançamento.

Chego então a seguinte conclusão: ”incrível, o especialista em arbitragem, não conhece a regra do esporte que ele apitou por tanto tempo”, seria ele uma exceção?

Bom, como miséria pouca é bobagem, aos vinte, o comentarista de sei lá o que afirma que “o jogo será decidido no meio de campo”, pode?

Ai não dá, Se o objetivo de um jogo de futebol é marcar gols, que é uma expressão inglesa para meta, destino e afins, como pode uma partida de futebol, ser decidida no meio de campo, se afinal os gols ficam nas extremidades do gramado?

Se alguém souber, please tell me.

Fico meio atordoado, afinal de contas o cara que acabara de dizer aquela cretinice medonha, nunca foi jogador de futebol, mas fez quatro anos de faculdade, decidiu atuar na área esportiva e mesmo assim não consegue produzir nenhuma análise de um esporte tão simples (e por isso tão apaixonante) como é futebol, mesmo sendo nativo do pais que (auto proclama) do futebol?

Na verdade, o que estou tentando entender, é como podemos perder tanto tempo com este tipo de comportamento das emissoras de tv, que nos brindam com imagens cada vez mais HD, mas um conteudo cada vez mais desfocado.

Fala a verdade, eu pelo menos, ando cansado do manual pratico do comentarista esportivo. Frases feitas, informações desencontradas, desconhecimento de regras, parte tática e técnica e principalmente, do evidente desrespeito com quem esta vendo a bagaça e entende minimamente do assunto, afinal trata-se como já falei de um esporte muito simples de se compreender e eles ficam usando aquela linguagem rebuscada, de intelectual de boteco, nos tratando como idiotas incapazes de compreender o andamento do jogo sem que eles possam nos salvar com suas analises desastrosas, com raras exceções é claro.

Eu por exemplo, adquiri o habito de assistir a jogos com a tv no mudo, e olha que é possível chegar a conclusões muito mais sensatas, já que não há influencia externa para fazer você desacreditar no que seus olhos nitidamente estão a ver como diriam os portugueses.

O que me levou a eliminar, outro desserviço que nos é imposto quase que diariamente, por emissoras de radio e televisão, os famigerados programas esportivos, da hora do almoço e do depois do expediente, que tem equipes de “jornalismo”, tão competentes quanto os departamentos de criação, já que todos possuem nomes inventivos como: bobo esporte, recorda esporte, jogada disso, jogada daquilo e blábláblá na área.

Atualmente, minha fonte de informação se limita a sites e blogs especializados, nos quais constem apenas fatos do tipo: quem contratou, quem venceu, quem perdeu etc, nada de “opiniões”, “analises” ou “furos de reportagem”.

Quanto ao resto vou manter minha tática de privilegiar a imagem, ou seja, tv no mudo e olhos bem atentos para não perder os lances e deixar as opiniões pra quem se interessa, pois o pra mim já deu.

Sei que não se devem ditar regras, mas se você leu este post e concorda comigo, tente fazer como eu, cortar tudo e todos que não acrescentem em nada ao seu desenvolvimento pessoal.

Esses “formadores de opinião” que não conhecem do próprio oficio, ou seja, são jornalistas esportivos, que não entendem de esportes, só estão ali para ocupar um espaço salvo as exceções é claro.

Em fim, quando você for assistir a um jogo de futebol, ou outro esporte que você goste, confie nos seus olhos e não busque nenhuma nova informação no pós-jogo e nem nos noticiários do dia seguinte, afinal o que você viu e não o que ouviu é o registro verossímil dos fatos.

Quanto ao que você não pôde acompanhar, os melhores momentos não mentem afinal a não ser que tenha havido, edição de imagens uma imagem ainda vale mais do que mil palavras ou um comentarista.   


leia o post dessa semana no geleia gerais http://geleiagerais.blogspot.com.br/…/quando-mundos-colidem…

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Um trovador solitário

Há algum tempo, enquanto mostrava algumas musicas que fariam parte do meu primeiro EP, um amigo em comum disse: “muito bom, mas como você define seu som? É pop, rock, MPB; como você se define”?

Acho essa coisa de rotular as coisas, um saco, mas vivemos num mundo, que parece depender disso. As pessoas precisam saber em que seção do mercado, a que prateleira você pertence.

Eu por outro lado, continuo acreditando que arte é arte, e ponto final. Escritores, compositores, cineastas entre outros, não deveriam ser indagados a respeito de estilo ou influencias, mas sim sobre o conteúdo de seus trabalhos.

Mesmo assim, passei um bom tempo buscando encontrar uma forma de definir meu trabalho, acabei chegando à conclusão de que primeiro é necessário um pouco de : “conhece a ti mesmo”por mais filosofia de boteco que possa parecer, auto-conhecimento fundamental.

:) Então fui em busca de respostas. (:

Estranhamente, era uma fase em que andava meio incomodado pos ver uma entrevista, em que o Tom Jobim ridicularizava os compositores que também interpretavam a própria obra e cunhou até um termo “cantautores”, como Tom Jobim não faz parte de nomes que admiro na MPB (musica presunçosa brasileira), sempre tive como costume não me dignar a dar importância as suas opiniões.

Só que dessa vez me senti incomodado, pensei comigo: “SANTA INCOENRENCIA BATMAN!”, esse cara também compõe e canta as próprias musicas, como pode tecer criticas a uma classe da qual também faz parte?

Elementar meu caro! Despeito.

Os puristas dirão que estou louco, em dizer que o “maestro” Tom Jobim, teria inveja de alguém, mas mantenho minha opinião. Em primeiro lugar o finado bossanovista, nem maestro era daí as aspas anteriores, segundo era um cantor medíocre e um compositor de melodias claramente chupadas de clássicos do jazz, e em terceiro, nutria uma total falta de conhecimento musical fora de seu mundinho samba-jazz.

Mas como que por encanto, meu sofrimento teve fim e pude assistir um documentário sobre trovadores modernos, então me vi ali, nos acordes abertos, no conceito na construção das letras e pude concluir: “meu som é assim”!

È daí que eu venho, sem áfrica, sem swing, sem “brasilidade”, ou seja lá o  qual for a palavra da moda. Não sei se rio de janeiro continua lindo, mas chove pra caramba na pensilvânia onde o som do dobro com afinação aberta sempre faz alguém chorar, o som folk das cordas de aço é o mais belo som do planeta, pelo menos para mim.  

Acabou o programa e fui correndo pegar o violão, não sei por que, mas uma seqüência de acordes maiores me veio a mente, uma serie de versos nasceram da certeza que para o meu orgulho, sou aquilo que tanto incomodava o velho Tom, sou cantautor, sou meu próprio interprete e arranjador, sou simples, singular e sonhador resumindo me defino como um trovador.

domingo, 1 de maio de 2016

Madrugada





A madrugada é propicia para atividades das mais variadas. Ler, ouvir música, ver um filme, passeios noturnos e outras coisas igualmente prazerosas, mas menos edificantes, se é que você me entende.

Eu como a maioria dos músicos da galáxia, costumo deixar o ato da composição musical e “literária”, para um período mais paradoxal, quando o fim de um dia é igual ao inicio de outro.

Mas devo confessar que o que mais me atrai na madrugada, não é o silêncio, mas ouvir  o que  tem a dizer o silêncio. Admito se tratar de um período em que apesar de curto, se faz possível perceber coisas que durante o dia os ouvidos não são capazes de captar.

Como por exemplo, quão leve e pacifico é o sono dos pequenos, que ainda não carregam o peso do mundo nas costas, como sons inaudíveis devido à poluição sonora do dia, tornam-se tão nítidos durante a madrugada.

Às vezes é possível, mas só se prestar atenção, ouvir o som dos passos do gato que caminha pelo muro, indo e vindo não se sabe de e nem para onde. Quando chove a mistura dos sons do asfalto molhado e os pneus dos carros que ateiam água nos pedestres, pode ser ouvido no ultimo andar de um edifício adormecido.

Também é fantástico como a boa e velha viola, fica com um timbre tão limpo e desfiar as cordas torna-se mais prazeroso, tornando a busca pelo acorde perfeito bem menos cansativa.

As palavras, na madrugada você descobre que elas te chamam, no memento da rima que encerra o refrão, a palavra certa (se é que isso existe) se insurge aos berros caminhando silenciosamente ate o fim do verso.

Sei que o dia tem seus atrativos, é segundo alguns o período em que tudo acontece, mas o que acontece durante o horário comercial é só isso comercio. Estamos vendendo nossas horas em troca de salário que garante o sustento e uma falsa sensação de liberdade.

É no momento em que muitos dormem, quando tudo (ou quase tudo) para, que é possível perceber como seria mais simples e bela, a vida sem o irritante barulho da economia trabalhando.

Mas o que me motivou escrever este texto é o fato de morar em uma cidade com linha férrea e perceber, que só é possível ouvir o som do trem (de carga infelizmente), durante a madrugada, normalmente por volta das quatro da manhã. E ficar imaginando de onde ele vem e para onde ele vai.

Além de poder relembrar os tempos de criança, quando meu brinquedo preferido, era um trenzinho elétrico tipo Maria fumaça.

Cada vez que ouço o trem que atravessa Santa Luzia carregado de minério entre outras coisas, fecho os olhos, volto no tempo, me vejo criança, sentado na sala de casa, mas com os olhos fechados consigo me transportar para o trem verdadeiro, puxar a corda do apito gritar “todos a bordo!” e partir para onde ele quiser me levar.



segunda-feira, 25 de abril de 2016

?Por onde andei?



Sabe, é engraçado como agente vai mudando e muita coisa vai ficando para trás.

Costumava ser muito ligado em escrever, até mais do que em musica ou filmes. Passava horas no meu quarto escrevendo, tinha cadernos cheios de redações, poemas e algumas letras de musica.

Queria ser como meus heróis, Renato russo, Morrissey, etc .

Sempre fui muito elogiado na escola por meus textos, nem tanto pela gramática que nunca consegui dominar, mas sempre pelo conteúdo. Raramente recebia um texto sem comentários e notas de rodapé chamando atenção à pontuação e ao mesmo tempo dando dicas para melhorar minha escrita junto a conversas em particular após as aulas.

Quando e por que parei?Sinceramente eu não sei. 

Só sei que em algum momento escrever foi um habito que desapareceu. Era meio que um projeto pessoal, ser diferente do que a vida me apresentava buscar outro caminho que não fosse o da mediocridade, poder chegar a algum momento da minha vida e ter orgulho de mim.

O tempo passou e aos poucos os cadernos foram desaparecendo do meu quarto e aparecendo no lixo, junto com discos, livros e quadrinhos que deram lugar a nada.

Tenho tentado reconquistar o amor que eu tinha pelas letras, este texto serve para confirmar isso, mas fica difícil. Com tanta derrota acumulada, acabei perdendo a vontade de ganhar, mas sempre há tempo se ainda esta vivo.

Como conseguir voltar ao ponto em que parei?Como encontrar o que perdi?

Simples é só voltar pelo caminho que percorri, refazer trajeto. Quais foram meus erros, as escolhas infelizes etc etc  etc; parece complicado, parece ate terapia de regressão e de certa forma é, mas não há outro caminho.

Tendo feito este percurso sabe o que percebi?

Tudo ainda esta lá, e não é parte do que fui, mas sim do que sou. Hoje eu sou um homem, sou pai e cada decisão errada, cada caminho errado me levou a ser quem sou hoje e tenho orgulho do homem que me tornei.

Agora, posso retomar de onde parei e continuar a seguir meu caminho. Quem sabe até voltar a tocar, cantar e até escrever.