As melhores coisas da vida são para sentir, algumas
são para degustar e outras são para inalar. Um bom rango ou bom vinho são
exemplos de coisas que devem ser degustadas.
Devem dar prazer através ativando, paladar e olfato.
Mas então, de onde vem o habito de cheirar o vinho?
Porque negar ao paladar um direito, e da-lo apenas ao olfato?
Sinceramente eu não faço a mínima idéia.
Vez ou outra me deparo, com algum programa
gastrocômico (ooops, gstronomico), no qual o vinho é peça chave, seja para
enrolar uma conversa enquanto se prepara um ravióli, ou simplesmente para dar
um ar sofisticado (mesmo que não seja) a quem apresenta a bagaça.
Outras vezes são os enólogos, especialista (se é que
isso existe) em vinho, e não é rara a abertura de uma garrafa de vinho do
porto, ser seguida por uma longa, chata e profunda inalada com o nariz
literalmente afundado na taça.
Daí em diante segue-se uma explicação sobre o aroma
(quase sempre amadeirado), que sugere se tratar uma uva colhida na região do
bla bla bla e ai eu troco de canal.
Mas como sou chato, volto lá e pra variar esta tudo
como dantes. A taça de vinho continua cheia, e a palestra sobre a uva prossegue
acalorada. Fico literalmente absurdado e decido então tomar uma cerveja, mas
antes é claro me pergunto, qual seria o ritual adequado para tal degustação?
Devo colocar numa taça, ou num como de café? Com o
que vou “harmonizar” a cevada? Talvez uma cheirada bem caprichada para decifrar
a origem da bebida!
É! Dylan e seus dilemas.
Claro meu surto cervejeiro, passa rápido já que a
influência do dito especialista se dissipara no ar, com o fim do edificante
programa gastronômico.
Volto minhas atenções a coisas menos nobres, como
preparar uma macarronada, ligar a vitrola colocar (e ouvir) um vinil, escolher
algo pra ler (e ler) e meditar a respeito das pessoas, que muito mais
sofisticadas do que eu, preferem chegar em casa de pois de um dia daqueles,
relaxar enquanto cheira um bom vinho.
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